Vacinação
A vacina é especificamente contra um germe chamado penumococo, principal causador de pneumonia no mundo inteiro.
“Trata-se de uma vacina polivalente. Existem vários tipos de pneumococos. Dependendo das características que envolvem a bactéria, a vacina pode ser aplicada a cada cinco anos”, afirmou.
Segundo o médico, teoricamente todos poderiam ser vacinados, mas não há muita vantagem em se fazer uma campanha de vacinação mundial porque tudo tem que ter uma avaliação custo-efetividade.
“Se formos vacinar a população mundial vamos gastar uma fortuna e muita gente não teria pneumonia nunca, por essa razão se faz necessário a identificação de uma população-alvo”, explicou.
De acordo com o especialista, os pacientes idosos, os pacientes com doença pulmonar obstrutiva crônica (DTOC) - que nada mais é do que um enfisema causado pelo cigarro - e os portadores de bronquite crônica são os indicados à vacinação. “A bronquite crônica não deve ser confundida com a bronquite asmática ou com a bronquite viral”, esclareceu.
Conforme informações do médico e professor, essas pessoas são mais suscetíveis à doença, sendo consideradas um grupo de risco. Assim também as que têm insuficiência cardíaca, porque a incidência de infecções nesse grupo é maior.
“A pneumonia é mais comum em crianças de tenra idade, ou seja, bem novinhas, ou em adultos com idade acima de 65 anos. A vacinação no Brasil contra gripe nas camadas mais suscetíveis é um acontecimento muito importante. Diminuindo a incidência de gripe, certamente se diminui por tabela a incidência de pneumonia”, concluiu o pneumologista.
Dr. Arnaldo Noronha é pneumologista, professor das disciplinas de Tisiologia e Pneumologia da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da UERJ e médico do Hospital Pedro Ernesto
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