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Esporte ajuda a superar limites

Não se limitar. Foi com esse ideal que André Garcia superou a deficiência visual provocada por 18 graus de miopia. Aliás, lidar com "imagens foscas e desfocadas" nunca foi empecilho para o gaúcho, campeão mundial nos 200m rasos (classe T13). "Sou totalmente autônomo", garante. Depois de uma infância tranqüila, aproveitada em ruas e parque do bairro Bom Fim, em Porto Alegre, Garcia foi aconselhado pelo professor de educação física a investir na corrida quando tinha apenas 15 anos de idade. Nunca mais parou.

Hoje, ele tem no currículo, além do título mundial, o ouro paraolímpico nos 200m e a prata nos 100m, conquistados em Atenas-2004, entre outros prêmios. Em 2008, sua preparação foi prejudicada por uma virose às vésperas dos Jogos de Pequim. "Fiquei uma semana de cama", lamenta Garcia, que mora em Presidente Prudente (SP) desde 2003.

Entretanto, o azar não o impediu de sonhar e querer ainda mais. Aos 28 anos, o velocista almeja novos desafios: vencer o Mundial de 2010 e reassumir a hegemonia em sua terceira campanha paraolímpica (Londres-2012). "Não podemos nos acomodar. Se a pessoa já é autônoma, não deve se limitar. Nenhuma deficiência pode lhe impedir de levar a vida como você quer", reafirma.
Atleta do Grupo Rede Atletismo, um dos maiores do país, Garcia vive do esporte – condição que nem mesmo alguns atletas olímpicos conseguem atingir no país – e alegra-se com o reconhecimento recebido. "Antes, era muito difícil uma empresa querer associar a sua imagem à de um paraolímpico. Hoje, o esporte paraolímpico já é visto como de alto rendimento", avaliou o gaúcho, que conheceu inúmeros países por causa de sua profissão.

 

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